Você já imaginou que um dia no paraquedismo existisse uma categoria controlada por rádio controle?
Isso existe e está bem perto de nós. Aliás, existe até campeonato como o que aconteceu na pequena cidade de Ipeúna. O torneio reuniu os melhores do Brasil. E pensar que tudo começou como um hobby.
Domingo, 13 de Setembro pode ser a data que marcou o início do fim da Humanidade nas mãos de nossas criações robóticas. O Apocalipse metálico, tantas vezes previsto na ficção se aproxima.
Reaper armado até os dentes
Desta vez tivemos sorte, mas não será sempre assim. Segundo a Força Aérea dos EUA o pior pesadelo dos defensores do uso de robôs nas forças armadas: Um MQ-9 Reaper, avião-robô não-tripulado, do tamanho de um pequeno jato executivo e armado até os dentes parou de responder aos comandos dos operadores.
Como o robô não possui dispositivos de auto-destruição, foi necessário mobilizar um caça, que fez o abate, eliminando a ameaça.
Não há relatos de que o Reaper tenha atacado alvos em terra durante seu período fora de controle, mas conhecendo computadores nada impedia que isso pudesse acontecer.
Hoje esses drones são peça essencial das forças armadas de diversos países. Os mais avançados, como o Reaper e o GlobalHawk falam direto com satélites militares, e podem ser operados do outro lado do mundo. Na verdade a maioria é. O sujeito pode trabalhar em horário comercial em Nevada, atacando alvos no Afeganistão.
O trabalho, claro, não é isso tudo, explodir terroristas é MUITO mais divertido em um XBox do que em um console de controle de um drone desses, que manda imagens monocromáticas, de baixa definição, poucos polígonos e quase nenhuma aceleração 3D. Os headshots ficam completamente sem-graça.
Imagens do Sistema de Vôo do Reaper
Com o aumento na sofisticação dos drones, dificilmente os abates serão tão simples. Embora não estejam sujeitos às 3 Leis da Robótica, os robôs de combate precisam necessariamente ser programados para autopreservação.
Um robô sem contato com a base automaticamente entraria em um modo de segurança, onde tentaria se proteger até retomar a conexão. informações vindas de transponders ou mesmo reconhecimento visual podem ser falsificadas, então o robô não poderia utilizá-las para reconhecer um alvo “amigo” sem ajuda externa.
Um avião travando no robô um radar de tiro seria sinal de intenção hostil (no caso, correta). O robô faria o básico, se defenderia.
Como robôs suportam manobras muito mais radicais que humanos, ele teria vantagem sobre o piloto que tentasse abatê-lo. A saída seria mandar um robô para exterminar o robô rebelde.
1º Campeonato Brasileiro, Mundial e Interplanetário de Paraquedas Radiocontrolado
SENSACIONAL! INÉDITO NA GALÁXIA!
Pela primeira vez na história da humanidade e de todos os seres vivos e inteligentes do Universo um torneio de paraquedas RC reunirá aeromodelistas de três planetas do Sistema Solar: Vênus, Terra e Marte!
Caravanas já estão a caminho da pista do Clube Delta, localizada dentro de um espetacular resort com piscinas e chalés aconchegantes incrustados na paisagem de Ipeúna, a 17 quilômetros de Rio Claro, SP. Coisa de louco!
Pilotos de discos voadores poderão pousar no planalto do interiorzão paulista ou, se preferirem, poderão deixar suas naves em órbita da Terra e, de lá, se atirarem de paraquedas sobre a pista do clube. Só não podem se esquecer de levar junto seus paraquedas RC para este torneio sem precedentes, ao que se saiba em boa fé. Aliás, quem quiser, pode desde já encomendar um destes trecos que voa tão bem e tão sob controle quanto qualquer planador RC. Uma beleza!
NUNCA SE VIU NADA IGUAL!
Até quatro paraquedas por vez são lançados de um avião Super Decathlon giant scale pilotado pelo Prêmio Nobel de Paraquedismo RC Cláudio Corredor (à dir.). Na foto acima, o avião desce em parafuso acompanhando o salto de uma das réplicas.
Foi de tanto saltar com paraquedas de verdade nos aeroclubes da região que Cláudio resolveu variar o hobby costurando velames de equipamentos fora de uso para fazer modelos RC em escala reduzida. Ele se aproveita de seus dotes de aeromodelista para fazer junto com o parceiro Edson Ricardo Arruda(à esq.) também os bonecos de madeira que, com dois servos, usam os braços para puxar as cordas que controlam a trajetória e freiam a descida.
Veja como a coisa funciona neste vídeo da turma de paraquedistas RC do Clube Asas do Japi, de Jundiaí, SP, onde a fabricação está a cargo do piloto Carlos Galiano e o transporte é feito por avião deJairo Ricon:
Em ambos os casos, a costura do velame reproduz fielmente as proporções, os gomos e a disposição das cordas de um verdadeiro paraquedas. De perto, apenas o boneco denuncia trata-se de um modelo. De longe, ninguém vê diferença!
Em pouco tempo, a modalidade viciou os membros do Clube Delta e não foi preciso muito esforço para surgir a idéia do torneio. De acordo com o presidente do clube,Antenor Spiller (à esq.), o regulamento ainda estava em aberto no começo de setembro, mas era certo que giraria em torno do critério da pontaria: vence quem cair mais perto de um alvo, em um certo número de tentativas.
Quem ainda não tem um paraquedas RC ou não terá tempo de construir um até o campeonato poderá encomendar com Cláudio (fone 19-3533-8197) um exemplar pronto para voar, ou melhor, para saltar. No dia 3 de outubro, serão realizados treinos livres para o reconhecimento da área.
O lugar é também uma pousada e as reservas devem ser feitas com antecedência (link ao lado). Mulheres e crianças são bem vindas na companhia dos marmanjos, como se pode ver na foto.