Promessa é divida! Pois então, aqui temos o B1B Lancer que é o concorrente americano do Tupolev TU 22 M3 russo. Como podemos perceber, é um avião elegante e de geometria variável (enflexamento automático das asas de acordo com a velocidade) que foi lançado em 1974 como evolução do programa B-70 Valkyrie.
Claro que o “Lancer” não lembra quase em nada aquele super bombardeio em asa em delta com canards que projetava as pontas das asas para baixo para aumentar a velocidade chegando a impressionantes Mach 3.5, mas o Lancer consegue Mach 1.5 e foi projetado para ser um bombardeio estratégico que pode lançar bombas convencionais e atômicas e ainda servir de plataforma para mísseis.
Sua participação foi decisiva em todos os confrontos bélicos que os Estados Unidos se envolveram desde 1984 quando ele entrou em serviço e já estão programadas remodernizações de aviônicos, motorização e armamentos para servir de uma plataforma integrada de lançamentos de mísseis ar-ar e ar-terra que trabalhará em conjunto com os novíssimos caças de 5a. geração F-22 Raptor e F-35 Lightning II .
O Cmte. Antenor Spiller (Rio Claro/SP) nos enviou este vídeo de um teste com um artefato explosivo convencional que perfura bunkers (forte o menino né). Fiquei curioso e fui atrás de mais exemplos e achei o já conhecido e eficiente Tomahawk até da MOAB (Massive Ordnance Air Blast ou simplesmente Mother of All Bombs) que é o maior artefato explosivo não nuclear em uso na atualidade.
O Tomahawk é um míssil de cruzeiro guiado por GPS que foi projetado na década de 1970 com o intuito de melhorar o aproveitamento de munição e a redução de baixas civis no campo de batalha. Dentre suas opções está uma ponta de titânio altamente perfurante que penetra atá 30m no solo e/ou bunkers subterrâneos que fazem a bomba explodir dentro do alvo.
A MOAB já é de um projeto mais novo e foi testada pela primeira vêz em 2003 e em combate no Iraque em 2004. Ela tem outro propósito, mas é capaz de exterminar qualquer blindado, homem, avião ou edifício num raio de 1 km. O interessante que o seu lançamento só pode ser efetuado por duas aeronaves: C-130 Hercules com o auxílio de um carrinho/para-quedas; e o Boeng B-52 que pode levar 2 MOABs em seus pods internos das asas. Mais interessante ainda é que suas aletas são móveis e controladas por um sistema de navegação interno por GPS.
O Tupolev Tu-22M é um bombardeio supersônico russo desenvolvido no auge da guerra fria com o intuito de concorrer diretamente (tática/estratégicamente) com o Rockwell B1B desenvolvido pelos Estados Unidos. Ele é capaz de lançar qualquer artefato nuclear e/ou convencional que vai de bombas até mísseis de cruzeiro.
Espero que tenham gostado. Na semana que vem vamos falar do B1B para não dizerem que preferimos os aviões russos (risos).